sexta-feira, 5 de abril de 2013

JOTA NETO


POLICIA MILITAR 
'.. POLÍCIA NÃO É PARA MEDIR FORÇAR, MAS PARA MOSTRAR FORÇA', DISSE JOTA NETO
FOTO: JAIR A. CORDEIRO
JOTA NETO, 2º SGTO PM
     Até mesmo por uma questão de utilidade pública, e, conhecedor desta necessidade preeminente, o sub-comandante da PM-Polícia Militar de São Miguel, o 2º Sargento João Pereira Neto (não é bom confundir com o cantor evangélico), em entrevista para o blogguer TRIBUNIVERSAL, conscientiza pontos de vistas próprios que em toda a carreira de jornalista nunca tinha visto, e como bem falou J. Neto: ‘Em 27 anos de PM eu aprendi que violência gera violência, que não se faz polícia com violência, polícia não é para medir forças, mas para mostrar força’, inicia o sub-comandante que é casado com dona Francisca, 5 filhos de 2 casamentos, e a mulher está esperando mais uma menina, mora na rua Francisco Brasilino, centro de São Miguel. Tornou-se PM-Polícia Militar, em 1987 na 1ª turma de Patu, Rio Grande do Norte. Nasceu em Catolé do Rocha, Estado da Paraíba. Tem Ensino Médio e, na corporação 3 promoções que ele destaca a Cabo, conquistada pelo centro de formação e aperfeiçoamento de praça em Natal em 89; e é atualmente Sargento pela academia de polícia militar, também, formalizada em Natal, em 9996.
   Segundo Jota NETO que já passou por várias cidades (14), cita: Patu, Messias Targino, Janduís, Almino Alfonso, Umarizal, Caraúbas, Natal (3 anos), Riacho da Cruz, Severiano Melo, Venha-Ver, São Miguel, Coronel João Pessoa, Rafael Godeiro, Frutuoso Gomes, ele, foi delegado pela 1ª vez em Riacho da Cruz, depois em Severiano Melo, Venha-Ver e agora é sub-comandante da PM em São Miguel: função que ele sintetiza da seguinte forma:’Sou responsável pela escala de serviço do pelotão (20 Pms) que tem em São Miguel, e pelo gerenciamento do policiamento, juntamente com o sub-tenente Manoel Pedro da Silva, atual comandante do pelotão, ‘o que eu quero dizer com isso é que eu substituo o comandante em suas funções’.
     Indagado pelo TRIBUNIVERSAL sobre a atual cunjuntura nacional em termos de segurança, tendo como parâmetro seu objetivo inter-pessoal, o sub-comandante foi esclarecedor: ‘Diante da necessidade e, vendo de perto a violência (demonstradas pela TV e internet) por ter chegado a patamares tão elevados em todo o território nacional; acredito numa melhor qualidade de serviço no tocante a segurança pública. Neste tocante vejo  responsabilidades divididas, tanto  do poder público, da população e dos agentes de segurança (civil e PM), trabalhando em conjunto. Durante estes 27 anos de polícia eu aprendi que violência gera violência, que não se faz polícia com violência porque não é bang-bang, e não se faz policia com truculência; o PM precisa ser melhor qualificado para melhor prestação de serviço á comunidade.
     No tocante a ajuda do poder público, podemos citar; evitar lugares mal-iluminados, lugares ermos, terrenos baldios e casas abandonadas, sendo assistidas, iluminadas, fiscalizadas; no caso da população: usar o disque denúncia (190) e, reuniões periódicas com instituições sociais, como: conselhos tutelares, escolas, a PM, prefeituras, unir forças para debater problemas e encontrar soluções, serviços assim são exemplos em Dr. Severiano, Venha-Ver e outros municípios. 
Durante a entrevista, J. Neto, se utiliza, com propriedade do jogo de palavras, ser-agir, com ser-humano para mostrar a diferença entre ambos, diz: ‘ser-agir é o ser que age com a intervenção divina as coisas fluem melhor, naturalmente; já o ser-humano, aí acontecem as falhas, os defeitos, como não podemos separar um do outro (o ser-agir do ser-humano) é onde acontece os erros de percurso.
    E as drogas, lícitas e as ilícitas, será que não é a grande mola propulsora que gera a alavanca, a manutenção da própria instituição segurança pública, tanto PM quanto Civil?  ‘A pergunta foi pertinente: A instituição PM, ela está inserida na própria Bíblia Sagrada, em Rm 13.1-5, as autoridades foram constituídas por Deus para castigar os maus, queres tu ter louvor das autoridades, fazes o bem, porque as autoridades não trazem a espada em debalde; diante disso, assim como Caim matou Abel, o 1º homicídio da Terra, esses males existentes causam danos e, as drogas, tanto as lícitas, quanto as ilícitas estão neste contexto: 99% das ocorrências as pessoas envolvidas estão sobre o efeito das referidas drogas, tanto as lícitas, quanto as ilícitas, é uma raridade quando uma ocorrência não tem uma dessas duas drogas. O que mais impera a violência é o direito do ir e vir, com total liberdade, sem respeitar, os direitos dos outros. Já há 10 anos em São Miguel, Jota Neto vê a população com bons olhos, amigável, diz isso sem nenhuma dúvida no que está relacionando a receptividade; o clima, nem se fala, é especial ‘ pretendo ficar por aqui’, disse se referindo quando se aposentar.
     Indagado sobre o que falta em São Miguel, disse: ‘Sou defensor de um político que exerça o seu mandato deixando um legado para o futuro e cita trabalhos sociais parecido e que já existem em Coronel como a academia da 3ª idade; outra obra seria melhorar as condições sanitárias do matadouro municipal de São Miguel oferecendo à população modernização no setor e eliminando com o mal-cheiro exalado nas imediações do local. Perguntado sobre a expectativa para a gestão Dario Vieira de Almeida ele foi taxativo: ‘ A mesma da população que o elegeu!’.
E a Imprensa local? ‘Não pode faltar! É de suma importância; é uma das coisas mais belas que uma comunidade poder ter; o direito da pessoa emitir sua opinião em um órgão de imprensa que ofereça este espaço é de suma importância para uma cidade, e, no caso em especial, São Miguel está de parabéns.
   Para encerrar, como deve ser um policial? Respondeu: ‘A sociedade anseia por um policial prestativo, e ele deve ser sobretudo prestador de serviços e ele deve  ser sobretudo íntegro, dedicado, humilde, imparcial e não procurar fazer justiça com as próprias mãos; procurar retirar de todas as maneiras a prática do espancamento, torturas, agressividade, palavras torpes, tudo isso, quando diante de uma abordagem policial’. Vamos encerrar com uma frase: ‘Deus seja louvado’.

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